Uso consciente do plástico oriundo do petróleo.


A produção com Plástico

Como se sabe o plástico provém do petróleo, e contrariando meus colegas ativistas ecológicos eu discordo do fim da utilização do petróleo.

Parar com a produção de matéria oriunda do petróleo é o mesmo que dizer “pare o mundo que eu quero descer!”.
Mas sou contra o atual método de exploração e utilização do petróleo. A velocidade de extração e a quantidade de petróleo extraída diariamente do subsolo são alarmantes, assim como a produção de materiais “não duráveis” ou “descartáveis” produzidos com ele.

O plástico é um dos produtos do petróleo

A produção produtos oriundos do petróleo surgiu da necessidade de se extrair o óleo mineral da terra, óleo que jorra naturalmente do solo em algumas regiões pode tornar uma grande extensão de terra em solo infértil.

Mas o Homem encontrou muitas potencialidades no óleo preto, e as possibilidades encontradas no petroleo criou uma demanda cada vez maior, e hoje o Homem e não tem mais controle sobre o poder econômico gerado a partir deste material.

O petróleo provém de milhares de anos de decomposição de materiais que a natureza não absorveu, não agregou, não utilizou. Toda matéria que originou o petróleo teve como nutriente a sobra do que não foi absorvida ou metabolizada pelo planeta. Esta sobra que se acumulou no subsolo chamamos de petróleo.

A Plástico não se degrada

As partículas de Plástico que provém do petróleo tem as mesmas características de sua fonte, elas não se agregam a vida, não são recicladas, elas não cabem no ciclo nutritivo da vida.

Mesmo que um plástico de 1 milímetro se rompa  em bilhares de pedaços estes grânulos serão eternamente plástico, e portanto a natureza não vai produzir vitaminas, proteínas, ou nutrientes, ele será sempre plástico e quem sabe daqui bilhares de anos volte a ser petróleo.

O petróleo precisa ser usado, vamos usar adequadamente

O petróleo que brota naturalmente da terra e compromete o uso do solo deve e tem que ser utilizado, pois quando bem empregado, o produto do petróleo é muito bem-vindo.

Um exemplo muito interessante é a “madeira plástica” confeccionada a partir de plásticos reciclados que substituem com excelência madeiras de revestimento, estruturais e até metais. A Madeira plástica é um reciclo do plástico PAD (Poliuretano de Alta Densidade), é um plástico resistente, duro, quebradiço e colorido que está presente principalmente em embalagens alimentícias e de produtos de limpeza. A Madeira plástica confeccionada de PAD reciclável é mais durável que madeira orgânica, e é trabalhada como madeira comum. É um bem durável, empregado em produtos duráveis e a serragem que cai das placas de madeira plásticas pode ser reciclada e virar uma nova tora ou chapa de madeira plástica.

Ilhas de lixo plástico

As más consequências e reflexos do uso irresponsável do plástico como bem não durável está a cada dia mais evidente, e uma das maiores evidencias disto nos dias de hoje é a “Ilha de plástico”.

Esta ilha é um amontoado de plástico acumulado no meio do oceano, fica entre o Japão e Estados Unidos e tem aproximadamente o tamanho do estado de minas gerais.  Essa Ilha de plástico é resultado de uma pequena parte do “lixo” que vem de todos os continentes, este lixo é composto praticamente só embalagens: embalagens plásticas, sacolas e garrafas que aos poucos se acumulam em uma zona de pouco vento e correntes de água circulares. A ilha de plástico lá permanece porque o plástico é um bem durável, e jamais deveria ser descartado. Estima-se que leva até 400 anos para se “decompor”. Na verdade plástico não se decompõe, somente se quebra em partículas minúsculas que nunca são aproveitadas pela natureza.

Aproximadamente 40% dos plásticos presentes nos oceanos esta boiando bem na superfície ou  encalhado nas costas. Redes simples que varrem somente a superfície, colocadas á distancia de 5 a 10 cm de profundidade, podem varrer o lixo sem prejudicar as formas de vida existentes. Estas redes poderiam ser facilmente instaladas em qualquer barco. Uma frota de navios bem equipada poderia coletar toneladas de plástico por ano.

“Seria uma nova modalidade de pesca?”
Coletar apenas não basta, o plástico mesmo degradado deve ser reciclado. A partir dele e dos resíduos coletados juntamente com ele podem ser feitas telhas como as fabricadas com  embalagens tetrapak.
É importante tirar os plásticos dos oceanos, mas o mais necessário é evitar e ele vá parar no oceano. A ação individual e conscientização são as questões mais importantes a serem implantadas.

Agindo com consumo inteligente

Não devemos criticar sem apresentar soluções. Quando é constatada uma falha significa que há solução, ou algo melhor a ser feito.

Mas a grande “sacada” esta em mudar o agora, educar as crianças para que elas possam educar os adultos. As Crianças são abertas a novos conhecimentos e tem um discernimento sobre certo e errado bem mais puro que os “circunstanciais adultos”. Crianças têm poucos “poréns”. Quando um fato é verdadeiro, chegam á essência da ideia bem mais rápido, e em pouco tempo estão dando aulas sobre a responsabilidade no descarte de materiais. Os adultos por outro lado ficam impotentes diante de uma lição tão certa sincera do amanhã, e diante dos olhos dos fiscais do futuro passam a ter mais responsabilidade com o que consomem e descartam.

Vamos a ensinar as crianças a pensar no material que foi usado na embalagem e no produto.

Já para os adultos a lição é mais séria. Não incito um boicote em massa ás embalagens ou aos descartáveis plásticos, peço apenas um exercício de cidadania: envie e-mail, ligue para os SACs das empresas, solicite por uma embalagem biodegradável, ou de fácil reciclo (esta palavra existe?), mande sugestões de embalagens alternativas, ajude a publicidade a achar caminhos inteligentes para suas vendas,  deixe bem claro o motivo pelo qual você  deixará de consumir o produto ou porque reduzirá sua utilização. Todos os SACs  tem um controle numérico das solicitações e quanto maior o número de solicitações a cerca de um determinado assunto, maior será a quantidade de investimentos na publicidade e atenção da empresa á questão.